EDITORIAL | Brasileiro não tem candidato. Tem compromisso com o Brasil.

Às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, reafirmamos nosso compromisso com a independência editorial, o respeito à vontade popular e a vigilância permanente sobre aqueles que exercem o poder.
Em um momento de profunda polarização política, em que a sociedade brasileira se divide entre projetos, ideologias e candidatos, o jornal O Brasileiro considera indispensável reafirmar publicamente sua posição: não apoiamos nenhum candidato à Presidência da República e assim permaneceremos.
Como jornalista e editor-chefe deste jornal, reafirmo o compromisso que orienta nossa atuação desde a fundação de O Brasileiro, em 2016: informar com responsabilidade, analisar com independência e jamais subordinar nossa linha editorial aos interesses de partidos, governos ou lideranças políticas.
Nossa missão não é eleger presidentes. Nossa missão é informar os brasileiros.
Ao longo de nossa história, mantivemos o respeito à soberania popular e à legitimidade do processo democrático. Não será diferente agora.
Seja qual for o resultado das urnas, a vontade do povo brasileiro deverá ser respeitada. O candidato eleito será o presidente de todos os brasileiros, inclusive daqueles que não depositaram nele sua confiança.
Mas é fundamental deixar algo igualmente claro: respeitar o resultado das eleições não significa conceder um cheque em branco ao vencedor.
O Brasileiro continuará vigilante. Fiscalizaremos o próximo governo, independentemente de quem ocupe o Palácio do Planalto. Questionaremos decisões, denunciaremos irregularidades, reconheceremos acertos e cobraremos responsabilidade daqueles que receberam do povo a missão de governar.
Não seremos oposição por conveniência, tampouco situação por interesse.
A imparcialidade que defendemos não significa silêncio diante dos fatos, omissão perante injustiças ou neutralidade diante de eventuais abusos de poder. Significa aplicar o mesmo rigor jornalístico a todos, sem privilégios e sem perseguições.
Não ter lado não é ficar em cima do muro. É ter a liberdade de cobrar qualquer lado.
Nossos leitores continuarão encontrando neste jornal um espaço de informação, análise e debate, no qual a verdade dos fatos deverá prevalecer sobre preferências políticas.
O Brasil é maior que Lula, Flávio Bolsonaro, qualquer partido ou qualquer governo.
Presidentes passam. Governos terminam. A República e suas instituições permanecem.
No próximo domingo, caberá ao povo brasileiro decidir os rumos do país. A nós, jornalistas, caberá respeitar essa decisão e continuar fazendo aquilo que a profissão exige: perguntar, investigar, informar e fiscalizar.
O Brasileiro não estará ao lado de quem vencer. Estará ao lado do Brasil.


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