A Polônia vive uma grave crise institucional em meio a acusações de golpe de Estado.
O país adota um sistema semipresidencialista, no qual o presidente da República é o chefe de Estado, enquanto o primeiro-ministro exerce a chefia do governo.
Para entender a gravidade da situação, o Tribunal Constitucional da Polônia desempenha funções semelhantes às do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro.
O conflito começou com uma disputa sobre a legitimidade de juízes e o controle do tribunal. Nesta sexta-feira (30), foi anunciado o afastamento de seu presidente, enquanto policiais entraram nas dependências da instituição em meio a protestos.
Seria como se, no Brasil, em meio a uma disputa entre o governo federal e a Presidência da República, fosse anunciado o afastamento do presidente do STF, provocando acusações de interferência política no Judiciário.
O presidente polonês, Karol Nawrocki, interrompeu uma viagem diplomática ao Senegal e determinou seu retorno imediato ao país.
A oposição acusa o governo do primeiro-ministro Donald Tusk de tentar assumir ilegalmente o controle do Tribunal Constitucional. Tusk, por sua vez, afirma que as medidas buscam restabelecer a legalidade do Judiciário.
Até o momento, não há confirmação independente de que esteja em curso um golpe de Estado.



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