E se não tivesse VAR? Veja como seriam os cruzamentos das oitavas de final da Copa
Sem considerar gols validados com auxílio da tecnologia, seleções classificadas ainda seriam as mesmas, mas seis dos oito confrontos seriam diferentes. Brasil, por exemplo, pegaria a Suécia
Novidade da Copa do Mundo de 2018, o VAR ("Video Assistant Referee" na sigla em inglês) vem pautando os principais debates na Rússia. Polêmicas à parte, já imaginou se ainda não tivesse o árbitro de vídeo? O GloboEsporte.com fez o exercício para saber o que mudaria na fase de grupos da Copa do Mundo e, consequentemente, nos confrontos das oitavas de final.
Como ficariam os grupos?
GRUPO A
Uruguai - 9 pontos Rússia - 6 pontos Arábia Saudita - 3 pontos Egito - 0 pontos
No grupo de Suárez, Salah e Cheryshev, nada mudaria. O único lance em que o VAR mudou a decisão da arbitragem em campo foi no pênalti de Zobnin, da Rússia, sofrido e convertido por Salah, na segunda rodada. Como o Egito perdeu o jogo por 3 a 1, não fez diferença na pontuação.
GRUPO B
Portugal - 7 pontos Espanha - 4 pontos Marrocos - 3 pontos (saldo -1 / gols pró 2) Irã - 3 pontos (saldo -1 / gols pró 1)
No grupo de Cristiano Ronaldo, Iniesta e Cia. é que começam as mudanças. Os classificados continuariam sendo Portugal e Espanha, mas na ordem inversa. O gol de Ansarifard, no empate do Irã por 1 a 1 com os portugueses, saiu de um pênalti marcado com a ajuda da tecnologia após mão na bola de Cédric. Sem ele, os lusos teriam dois pontos a mais.
Já os espanhóis teriam um ponto a menos, já que o gol legal de Aspas, no empate por 2 a 2 com o Marrocos, foi em um primeiro momento anulado pelo bandeira por impedimento – vale lembrar que o gol do Irã que daria o empate por 1 a 1 contra a Espanha na segnda rodada foi anulado pelo bandeira, e o VAR foi usado só para confirmar. E os próprios iranianos terminariam na lanterna.
GRUPO C
Dinamarca - 7 pontos França - 5 pontos Peru - 3 pontos Austrália - 1 ponto
Mudanças também aconteceriam no grupo de Mbappé, Eriksen e Guerrero. Dinamarca e França continuariam se classificando, mas na ordem inversa. Os Bleus só ganharam na estreia da Austrália graças a um gol de pênalti sofrido e convertido por Griezmann e marcado pelo VAR. Sem ele, o empate por 1 a 1 tiraria dois pontos da seleção europeia.
Por sua vez, a Dinamarca teria derrotado a própria Austrália, não fosse pelo pênalti cometido pelo toque de mão na bola de Poulsen e flagrado pelo árbitro de vídeo no empate por 1 a 1. Com a vitória, os dinamarqueses teriam dois pontos a mais e terminariam como líderes.
GRUPO D
Croácia - 9 pontos Argentina - 4 pontos Nigéria - 3 pontos Islândia - 1 ponto
Na chave de Messi, Modrić e Musa, a ausência do VAR não mudaria em nada a classificação. A única marcação de vídeo que alterou a decisão inicial em campo foi o pênalti de Ebuehi em Finnbogason, na vitória da Nigéria por 2 a 0 sobre a Islândia. Sigurdsson ainda perdeu a cobrança, mas mesmo que tivesse convertido não evitaria a derrota de sua seleção.
GRUPO E
Brasil - 7 pontos Suíça - 5 pontos Sérvia - 3 pontos Costa Rica - 1 ponto
O grupo de Neymar, Shaqiri e Bryan Ruiz até poderia sofrer mudança por conta de pênaltis anulados pelo VAR. Porém, como pênalti não significa gol, o GloboEsporte.com não contabilizou esses lances em cima dos resultados. O sofrido por Neymar contra a Costa Rica nem afetaria a vitória do Brasil por 2 a 0.
Já o pênalti anulado de Rodríguez em Bryan Ruíz no empate da Suíça com a Costa Rica por 2 a 2, pelo fato de o atacante estar impedido, poderia até dar a vitória para os costarricenses. Porém, não tiraria o segundo lugar dos suíços, mesmo co um ponto a menos.
GRUPO F
México - 6 pontos Suécia - 4 pontos (saldo 2) Coreia do Sul - 4 pontos (saldo 0) Alemanha - 3 pontos
A chave dos atuais campeões mundiais teria uma mudança significativa sem o VAR. Mas calma, nada que ressuscitaria a Alemanha, mas mudaria o adversário do Brasil nas oitavas de final. A vitória por 1 a 0 da Suécia sobre a Coreia do Sul saiu de um gol de pênalti convertido por Granqvist e marcado com o auxílio do vídeo. Sem ele, os suecos perderiam dois pontos e terminariam em segundo lugar.
Outro lance que teve participação decisiva do VAR nesse grupo foi no gol de Kim Youn-Gwon, na vitória por 2 a 0 da Coreia do Sul sobre a Alemanha. A arbitragem chegou a dar impedimento do atacante, mas voltou atrás com o recurso do vídeo e validou o lance, que não mudaria nada na tabela.
GRUPO G
Bélgica - 9 pontos Inglaterra - 6 pontos Tunísia - 3 pontos Panamá - 0 pontos
O grupo de Lukaku, Harry Kane e Cia. foi o único da Copa que não teve nenhuma participação decisiva do VAR, ou seja, que tenha mudado a marcação em campo. Nas goleadas de Bélgica e Inglaterra sobre Tunísia e Panamá, respectivamente, até teve um pênalti sofrido e convertido por Hazard, além de um gol de Kane em posição duvidosa, mas em ambos o árbitro acertou e só usou o VAR para confirmar.
GRUPO H
Colômbia - 6 pontos Japão - 4 pontos (saldo 0 / gols pró 4 / empate no confronto direto / cartões amarelos 4) Senegal - 4 pontos (saldo 0 / gols pró 4 / empate no confronto direto / cartões amarelos 6) Polônia - 3 pontos
Por fim, a chave de James Rodríguez e Lewandowski também não teria mudado sem o VAR. Só um jogo teve a participação do árbitro de vídeo, anulando um pênalti de Davinson Sánchez em Mané, na vitória da Colômbia por 1 a 0 sobre Senegal. Se a penalidade máxima fosse cobrada e convertida, teria classificado os senegaleses no lugar do Japão com um ponto a mais. Porém, o GloboEsporte.com manteve o critério de não considerar pênalti como gol.
Como ficariam as oitavas?
As seleções classificadas ainda seriam as mesmas sem o VAR, mas seis dos oito confrontos seriam diferentes. O desequilíbrio entre os lados permaneceria de qualquer forma, com 10 títulos mundiais na coluna da esquerda e apenas dois na direita. Confira como seria:



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