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E se não tivesse VAR? Veja como seriam os cruzamentos das oitavas de final da Copa

29 de jun. de 2018
4 min de leitura

Sem considerar gols validados com auxílio da tecnologia, seleções classificadas ainda seriam as mesmas, mas seis dos oito confrontos seriam diferentes. Brasil, por exemplo, pegaria a Suécia

Novidade da Copa do Mundo de 2018, o VAR ("Video Assistant Referee" na sigla em inglês) vem pautando os principais debates na Rússia. Polêmicas à parte, já imaginou se ainda não tivesse o árbitro de vídeo? O GloboEsporte.com fez o exercício para saber o que mudaria na fase de grupos da Copa do Mundo e, consequentemente, nos confrontos das oitavas de final.

Como ficariam os grupos?

GRUPO A

Uruguai - 9 pontos Rússia - 6 pontos Arábia Saudita - 3 pontos Egito - 0 pontos

No grupo de Suárez, Salah e Cheryshev, nada mudaria. O único lance em que o VAR mudou a decisão da arbitragem em campo foi no pênalti de Zobnin, da Rússia, sofrido e convertido por Salah, na segunda rodada. Como o Egito perdeu o jogo por 3 a 1, não fez diferença na pontuação.

GRUPO B

Portugal - 7 pontos Espanha - 4 pontos Marrocos - 3 pontos (saldo -1 / gols pró 2) Irã - 3 pontos (saldo -1 / gols pró 1)

No grupo de Cristiano Ronaldo, Iniesta e Cia. é que começam as mudanças. Os classificados continuariam sendo Portugal e Espanha, mas na ordem inversa. O gol de Ansarifard, no empate do Irã por 1 a 1 com os portugueses, saiu de um pênalti marcado com a ajuda da tecnologia após mão na bola de Cédric. Sem ele, os lusos teriam dois pontos a mais.

Já os espanhóis teriam um ponto a menos, já que o gol legal de Aspas, no empate por 2 a 2 com o Marrocos, foi em um primeiro momento anulado pelo bandeira por impedimento – vale lembrar que o gol do Irã que daria o empate por 1 a 1 contra a Espanha na segnda rodada foi anulado pelo bandeira, e o VAR foi usado só para confirmar. E os próprios iranianos terminariam na lanterna.

GRUPO C

Dinamarca - 7 pontos França - 5 pontos Peru - 3 pontos Austrália - 1 ponto

Mudanças também aconteceriam no grupo de Mbappé, Eriksen e Guerrero. Dinamarca e França continuariam se classificando, mas na ordem inversa. Os Bleus só ganharam na estreia da Austrália graças a um gol de pênalti sofrido e convertido por Griezmann e marcado pelo VAR. Sem ele, o empate por 1 a 1 tiraria dois pontos da seleção europeia.

Por sua vez, a Dinamarca teria derrotado a própria Austrália, não fosse pelo pênalti cometido pelo toque de mão na bola de Poulsen e flagrado pelo árbitro de vídeo no empate por 1 a 1. Com a vitória, os dinamarqueses teriam dois pontos a mais e terminariam como líderes.

GRUPO D

Croácia - 9 pontos Argentina - 4 pontos Nigéria - 3 pontos Islândia - 1 ponto

Na chave de Messi, Modrić e Musa, a ausência do VAR não mudaria em nada a classificação. A única marcação de vídeo que alterou a decisão inicial em campo foi o pênalti de Ebuehi em Finnbogason, na vitória da Nigéria por 2 a 0 sobre a Islândia. Sigurdsson ainda perdeu a cobrança, mas mesmo que tivesse convertido não evitaria a derrota de sua seleção.

GRUPO E

Brasil - 7 pontos Suíça - 5 pontos Sérvia - 3 pontos Costa Rica - 1 ponto

O grupo de Neymar, Shaqiri e Bryan Ruiz até poderia sofrer mudança por conta de pênaltis anulados pelo VAR. Porém, como pênalti não significa gol, o GloboEsporte.com não contabilizou esses lances em cima dos resultados. O sofrido por Neymar contra a Costa Rica nem afetaria a vitória do Brasil por 2 a 0.

Já o pênalti anulado de Rodríguez em Bryan Ruíz no empate da Suíça com a Costa Rica por 2 a 2, pelo fato de o atacante estar impedido, poderia até dar a vitória para os costarricenses. Porém, não tiraria o segundo lugar dos suíços, mesmo co um ponto a menos.

GRUPO F

México - 6 pontos Suécia - 4 pontos (saldo 2) Coreia do Sul - 4 pontos (saldo 0) Alemanha - 3 pontos

A chave dos atuais campeões mundiais teria uma mudança significativa sem o VAR. Mas calma, nada que ressuscitaria a Alemanha, mas mudaria o adversário do Brasil nas oitavas de final. A vitória por 1 a 0 da Suécia sobre a Coreia do Sul saiu de um gol de pênalti convertido por Granqvist e marcado com o auxílio do vídeo. Sem ele, os suecos perderiam dois pontos e terminariam em segundo lugar.

Outro lance que teve participação decisiva do VAR nesse grupo foi no gol de Kim Youn-Gwon, na vitória por 2 a 0 da Coreia do Sul sobre a Alemanha. A arbitragem chegou a dar impedimento do atacante, mas voltou atrás com o recurso do vídeo e validou o lance, que não mudaria nada na tabela.

GRUPO G

Bélgica - 9 pontos Inglaterra - 6 pontos Tunísia - 3 pontos Panamá - 0 pontos

O grupo de Lukaku, Harry Kane e Cia. foi o único da Copa que não teve nenhuma participação decisiva do VAR, ou seja, que tenha mudado a marcação em campo. Nas goleadas de Bélgica e Inglaterra sobre Tunísia e Panamá, respectivamente, até teve um pênalti sofrido e convertido por Hazard, além de um gol de Kane em posição duvidosa, mas em ambos o árbitro acertou e só usou o VAR para confirmar.

GRUPO H

Colômbia - 6 pontos Japão - 4 pontos (saldo 0 / gols pró 4 / empate no confronto direto / cartões amarelos 4) Senegal - 4 pontos (saldo 0 / gols pró 4 / empate no confronto direto / cartões amarelos 6) Polônia - 3 pontos

Por fim, a chave de James Rodríguez e Lewandowski também não teria mudado sem o VAR. Só um jogo teve a participação do árbitro de vídeo, anulando um pênalti de Davinson Sánchez em Mané, na vitória da Colômbia por 1 a 0 sobre Senegal. Se a penalidade máxima fosse cobrada e convertida, teria classificado os senegaleses no lugar do Japão com um ponto a mais. Porém, o GloboEsporte.com manteve o critério de não considerar pênalti como gol.

Como ficariam as oitavas?

As seleções classificadas ainda seriam as mesmas sem o VAR, mas seis dos oito confrontos seriam diferentes. O desequilíbrio entre os lados permaneceria de qualquer forma, com 10 títulos mundiais na coluna da esquerda e apenas dois na direita. Confira como seria:

 
 
 

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